bolinha de gude

calhamaço do ócio

Lembra

Continuar deu a impressão de desespero. Tiro o crédito da fé para penhorar o consumo nos bancos, mas se desfazer totalmente das pessoas é perigoso. Até pra mim, que evito (tento) planejar as coisas com elas. Optar por deixar de lado mostrou-se uma desaprendizagem no caminho. O tamanho da fila espanta o olho nú. Não consegue ver uma.

A vida atrelada aos detalhes surpreende a sua força. Vocação de ser intenso não é falar demais, cobrar, ou requerer atenção. Exige a confiança e um olhar desconfiado de vez em quando para guardar a ironia. Perversa, a mente desacata a vontade dos detalhes a toda hora. Ficar exposto ao sol, à radiação do povo e suas formas, distrai o dia-a-dia com histórias bobas, esquetes imaginárias que provocam a realidade. Dá vontade de sair por aí, mas uma corda enforca uma boa ideia a cada vez que o pensamento trai a ideologia. 

São marcadas assim as páginas brancas que antecedem o clímax. Sacodem a vida sem pudor de ferir, mas não fazem muito de importante e deveriam ser descartadas antes que fossem lidas por outra. Pessoa chave para a compreensão dos danos, a pretendente para arriscar a fazer isso por você em troca do compromisso à ela. A jogatina pode se perder quando, por medo, esse elo se parte e cria de um lado a expectativa, e de outro, a indecisão.

Aproveitar o convívio nos detalhes parece perigoso para quem pouco sabe. Imprudente para quem acha que não ama. O campo acaba devastado, mas nada se resolve no hiato entre dois. Dizer porquê não fere, desnuda a vontade enrolada na dúvida. Ponto fraco de quem merece ser feliz assim, junto.

Ou seja depois

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