Entre casos
Invariavelmente, as ordens dadas da razão chamam o efeito negativo. A contraposição do errado e sua referência dentro de um esquema emocional ou tecnológico exprime o funcionamento em claras linhas lógicas e racionais. Por bem ser, é temível o poder que a razão controla a cargo de não.
Não é sempre, mas o não acontece. Os detalhistas da negatividade assim encontram um belo respaldo na razão. Teorizam a vida pensada em prol de um singelo significado para a minoria, e a pena de quem ama.
Ao ego inabalável a relação satisfaz. Mas entre os casos mora a prepotência de uma linha raciocínio que não se espalda na vida, arranca subitamente a vontade para transformar em cota literária, ou morre, até aí, na pretensão.
Tendo ainda a condicional resolvida, a fingir ou hábito do orgasmo no coito interrompido prevalhece nas entrelinhas do momento de solidão. Reservado para poucos e alvo de erradas interpretações na maioria ambulante na vida alheia.
Mal sabem eles do que se fala de tempos em tempos. A cristalização do desespero é a vontade de escrever e, principalmente, a recorrência no tema, paisagem de uma vida vazia, sem brilho. O esquete povoado não corre risco de abandono, mas o desespero do diretor em trabalhar com tanta gente confunde o conceito de diversidade e acaba num só ponto. Que some.
Entre tantos outros, por muitos nãos. Enfatiza a prática da quimera criada em cativeiro. Fraca demais para sair, corajosa demais para não tentar. Viver com a impressão do tempo que não passa e encarar a realidade normal lesiona pouco a pouco a visão das palavras e lugar das pessoas no mundo.
A razão acha a falta da regra e nega. O fim surge como apóstolo da criatura em crise e sem bengalas. Deitada, ela não levanta e não teme ser atingida nas instâncias superiores. Alí fica sem chamar atenção, quando tudo que queria era alguém para chamar.