bolinha de gude

calhamaço do ócio

Nome

O ramo sem flor esconde seu valor. Balança com o vento e alimenta a planta. Pouco notado, ele é sensível para quem o vê distinto. Se foge a lucidez complementar dos dias, esses ramos se perdem na incompreensão. É uma frase solta, figurinha repetida e barata. 

Conclusão acusada de preconceito. Vontade certa sem pudor e analogias diferentes, por negar a fantasia vive despercebido. Olhar para ele e reconhecer o singelo e sublime beira a loucura. Mas é desses retratos simples que a tristeza lamenta a própria sina.

Esclarece que nem mesmo ela, a tristeza, gosta de assim agir. É pau mandado do maldito, cresce no erro e obriga o ingrato. A tristeza é uma entidade como a felicidade, mas trabalha para outro lado.

Em seus momentos de tristeza, a tristeza não encontra um eixo para ficar mal. Ela não tem a si próprio para encarnar nos outros, perdida na confusão, ela permanece cru ao mundo. A frieza comprometedora do seu olhar amolece, abre vinculo, e quem ela não teme, sensibiliza e abraça a emoção inesperada.

A tristeza da tristeza é o que existe de mais instintivo do homem. Ela ataca fulminante qualquer um. Basta prestar atenção nas assertivas que surgem, comoções irreconhecíveis e vontades absurdas de fazer o nunca feito. 

A frustração do desconhecido só celebra no plano alheio. Nada sente em seu habitat. Resta a fuga, e não é desespero. Ela encadeia o vazio no espaço inexistente para que sejam formadas novas conexões na vida.

Vontade alheia esquecida, foge e procura nova semântica. Pula de cabeça em cabeça até ser chamada de inspiração e promulgar outra viagem. Atraída sem controle, delegada ao automatismo.

Anda e abandona. Nada sente pois não se aceita. Aluga um ego de quem quer, sem deixar rastro ela presume o desprezo. Mas sem sentir é impossível. Tal negação de sentidos é a fonte do errado, da crise que ali mora.

Última ponta que tem fim no vazio. Perceber sua ida é clamar por outra e atestar o ofício. Ficar em dúvida entre amar e sofrer. Assumir a vontade e abraçar o talento sem saber o que ele representa. Script visível para poucos, com final sem a restrição do fim.

Ou seja insonia tormento depois