January 2011
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Monólogo
Chega uma hora no bar em que eu paro de procurar um lugar para colocar o pé. Gosto de ficar semi-deitado, naquela posição confortável que ferra a coluna. Me falaram sobre o canastrão do cóccis, não se pode depender dele para manter a coluna. Bêbado eu não penso assim. Depois de algumas horas, o bar esvazia eu perco a vergonha de aproximar uma cadeira vazia para poder me sustentar melhor. - Logo,...
Jan 23rd
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Carta, 9 de dezembro de 2010 00:54
Eu tô com sono, mas tinha me prometido que iria escrever um texto hoje. Não foi, quer dizer, ainda não acabou o tempo, mas eu dormi   pouco de ontem para hoje, e vai ficar complicado somar mais um dia sem descanso. Deveria ser capaz disso, mas, você sabe, eu não faço lá muitas coisas direito. Raramente me incomodo com a forma que os emails chegam. Minto. Sim, me incomodam quando eles são falsos,...
Jan 22nd
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Um rolê
Eu pareço um aluno de teatro nos meus diálogos imaginários. Repito sempre as mesmas frases, com outras caras e entonações. Me preocupo tanto em não transparecer nada, mas o desespero toma conta e corro para o primeiro abrigo. A denúncia toda o mundo e eu sigo esquecendo. Ou pelo menos na tentativa. Tentar possui mais de um significado. Tentar “alguém” eu gosto. Faço direito quando não...
Jan 16th
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Mentirosos
1: Comeu a?
2: Quem te disse?
1: Perguntei. Foi bom?
2: Comi não.
1: Comeria
2: Também.
1: Às vezes elas falam demais, decidem pensar pelos dois. Estraga
2: Exatamente. Mas como você sabe disso tudo? Tu é bruxo? Ela tava comigo hoje.
1: Isso é com você. Eu não sei de nada, sei de todas que me falaram não pelo mesmo motivo
1: Não disse que a comeria, foi uma suposição sobre uma ideia sua
2: Eu desisti.
1: Tá tudo mudando. Era superficial?
2: Ela? Eu?
1: Não, a outra
2: Era.
1: Descobriu quando?
2: Hoje. Por isso que eu achei meio bruxa, a sua abordagem acerca do assunto.
1: Você vivia isso, eu comia um hamburguer duplo. Me arrependi, porque tinha comida boa em casa. Sempre tem comida boa em casa. Acho que é mais importante definir aonde é a sua casa. Depois, decidir quem chamar, aproveita. Mas se você se dá ao luxo de ser inconstante (eu), não dá para ser sedentário num sentimentalismo nomade. Acaba na cama, de qualquer forma. Tem gente que faz ela para dormir, ou para transar. Pior é a cegueira que tapa a decisão. Vou cair numa agora, sem a tristeza da falha. Pelo sono mesmo, amanhã eu acordo destemido, mas pronto para errar de novo. Abraços
2: Abraço, cara!
Jan 6th
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As coisas não vão bem para quem acredita
Abrir um saco de salgadinhos foi a primeira surpresa da vida. Quando criança pouco se percebe os apelos, mas eles são impactantes nas ações infantis. Os pais sabem como irritante são os pedidos, não deixa de ser curioso esse comportamento no supermercado. Querem os embalados menos pelo sabor, e mais pela “surpresa”. Os pequenos desconfiam do brinde, são inteligentes o suficiente para...
Jan 1st